Infelizmente minha experiência de interação nos blogs não foi das melhores. Os blogs por mim escolhidos não me ofereceram continuação para discussão. De qualquer forma acredito que a experiência foi válida, pois a comunicação ainda pode ser estabelecida, além, é claro, de que eu posso migrar para outros blogs.
Os endereços dos blogs citados são http://danielcaixeta.eti.br/blog/?p=689&nc_cid=282&nc_uid=8dbe84c693b84413d42e4e83a1504ab2#commentform e http://blog.maisestudo.com.br/educacao-distancia/
O blog por mim criado poderá ser encontrado em http://edilenegarciaeduc.blogspot.com/
Ressalto que é uma experiência nova, um desafio, como mencionado pelo professor Mattar nós não fomos ou não estamos acostumados em estudar por meio dessas tecnologias, para mim há que se criar uma cultura para efetivar tal interação.
Vários foram os conceitos levantados durante essas quatro aulas que contribuíram para meu crescimento profissional em EAD, e porque não dizer, refletir sobre seus pontos positivos e negativos.
Como aspecto negativo saliento a fala do professor Mattar de que nos projetos da Universidade Aberta há uma desvalorização da figura do professor, submetendo-o a baixos salários, todavia acredito na mudança deste quadro a partir do momento em que a sociedade se organizar e reclamar investimentos em educação, seja presencial ou a distância.
Creio que a construção positiva se realizará, mas os envolvidos neste processo deverão assumir a luta por implementar um ensino propositivo, cujo objetivo é a autonomia do cidadão.
Não há milagres para implantação da EAD, é uma ação conjunta entre professores, alunos e gestores educacionais. A sociedade civil também deve se abrir e se envolver nesse processo, que se iniciou no mundo há 150 anos.
Gostaria de destacar fala inicial do professor Litto ao mencionar que a “EAD é uma comunicação íntima à massa”.
Nisto reside minha reflexão sobre os quatro temas abordados.
Estamos diante de um novo conceito de educação, no qual o aluno é quem tem que aprimorar seu conhecimento por meio de seu autoestudo, com disciplina e comprometimento.
Imagino ser este o núcleo central das discussões contrárias à EAD.
Nosso modelo educacional pouco promoveu a autonomia estudantil, pelo contrário, fomos “formados” para pensar somente após a intervenção, quase que sacerdotal, do professor acreditando que ele detinha todo conhecimento.
Contudo verifica-se na atualidade que uma pessoa não pode deter e/ou dominar todo conhecimento.
Como mencionado pelo professor João Mattar estamos na era de aprender “como lidar com o aprendizado que está fora de mim”. As informações estão disponíveis on line e em volume estrondoso, com o advento da internet é impossível deter todo o conhecimento disponibilizado para a humanidade.
Acredito que o importante papel do professor EAD é formar pessoas, visto que a informação está à disposição de todos nas mais variadas fontes de pesquisa disponibilizadas na internet.
A EAD é a democratização do ensino, é a oportunidade de levar a formação profissional àqueles que não têm condições de frequentar um curso presencial, por diversas razões, dentre elas por não terem acesso à mesma na sua localidade.
Todavia um país com os problemas sociais da magnitude que enfrentamos necessita incentivar e investir na política de educação para todos.
Na história da educação superior no Brasil verifica-se que tivemos sempre em atraso com relação as grande potencias mundiais.
Paralelamente verifica-se o expressivo crescimento de utilização da principal ferramenta do ensino a distancia, a net, frente aos outros países desenvolvidos. Diversos boletins são divulgados anualmente demonstrando que o Brasil encontra-se no topo do ranking mundial quanto à aplicabilidade da internet em seu cotidiano.
Assim, penso que estamos diante da oportunidade de reverter esse quadro e obter por meio da EAD um número elevado de profissionais preparados para serem empregados em ciências e tecnologia, com o intuito de contribuir com a emergência política, econômica e intelectual do país.
As novas tecnologias podem ser utilizadas pedagogicamente a favor da educação, e por ser algo novo suscita preocupação e porque não dizer, aversão por parte de alguns.
Há que se ter cautela quanto as Universidades a distância e primar pela qualidade do ensino.
Na minha experiência como profissional de Serviço Social verificamos a grande campanha contra a EAD.
Compreendemos a preocupação dos Conselhos federais e estaduais quanto à formação acadêmica do profissional em Serviço Social, todavia temos observado que nossos egressos em EAD estão sendo aprovados em uma enormidade de concursos públicos, assumindo o mercado de trabalho.
Pergunto: estes acadêmicos teriam acesso ao mercado de trabalho senão por meio da EAD, visto que em muitas localidades do nosso país não há faculdade de Serviço Social?
Penso que, antes de tudo, essa modalidade de ensino promove a inclusão social tão defendida pelos profissionais do Serviço Social.
Vivemos um novo paradigma, e muitos são os desafios.
As universidades devem primar pela qualidade de ensino, os acadêmicos necessitam adequar-se à cultura do autoestudo, os professores especializarem-se nesta nova pedagogia, e os Conselhos profissionais devem aproximar-se da formação acadêmica em EAD, sugerindo disciplinas/conteúdo a serem discutidos junto à coordenação dos cursos a distância.
A história da humanidade está em constante movimento e por consequência suas inovações, penso que estas devem ser utilizadas a favor da população e do anseio societário por igualdade de oportunidades, assim promoveremos, certamente, uma sociedade mais igualitária.
É pertinente a discussão dos Conselhos federal e regionais de Serviço Social visto a possível desumanização do profissional, como assinalado pelo professor João Mattar, o contato corpo-a-corpo é insubstituível, entretanto a EAD é uma realidade e não mais algo do futuro. Assim penso que os órgãos representativos de classe devem se “aliar” à EAD a fim de contribuir para com esse processo. Uma ação conjunta seria mais produtiva que uma acirrada campanha contrária.
Se o Órgão gestor de educação no país (MEC) autoriza e regula o ensina a distância há que cooperar para que o mesmo seja da melhor qualidade, a fim de oferecer uma formação profissional eficaz.
Percebo que um dos aspectos de tensão desse processo é nosso capital social. Infelizmente presenciamos cotidianamente acontecimentos negativos em nosso país que nos imprimem a idéia de impunidade e corrupção, desta forma os contrários a essa modalidade de ensino relacionam a autorização e o funcionamento da EAD com esses episódios.
Considero o aluno de EAD melhor preparado para enfrentar o mercado competitivo do ponto de vista tecnológico, uma vez que se familiarizou com as TICs durante o processo de sua formação profissional, ponto da maior relevância no séc. XXI.
Outro aspecto que gostaria de salientar é que em nossa experiência como professora EAD verificamos que os acadêmicos por vezes se matriculam acreditando ser uma modalidade de ensino que apresenta maior facilidade, afinal se encontrarão poucas vezes por semana no Polo de ensino presencial.
No entanto em um período de no máximo três semanas percebem que se trata de uma modalidade que exige muita disciplina e envolvimento pessoal, pois visa a autonomia do cidadão.
Sem duvida é um novo conceito não só de educação, mas de comportamento social, no qual uma parcela elevada de pessoas passa a ter acesso ao ensino superior, e que assumindo uma postura de comprometimento poderá alcançar o empoderamento individual e grupal.
Finalizo minhas palavras com a seguinte reflexão: é interessante para a elite, cujo domínio majoritário ao ensino superior sempre foi exercido em nosso país, que pessoas comuns assumam o papel de protagonista de sua história?
Edilene Garcia
Concordo com tudo que a Ma. Edilene colocou. Quem pensa que EAD é um método fácil se engana, o aluno tem que ter muita disciplina, saber administrar o seu o tempo. Não é fácil.
ResponderExcluirE pensar que justamente uma profissão que luta por desigualdades e justiça social, como a de Assistente Social, ser tão preconceituosa com relação a educação a distância.